FEB - PRACINHAS ITAJUBENSES
2º TENENTE
ALFREDO LEMOS DE VASCONCELOS
( 01/02/1922   04/02/2015)

Na época de servir o exército, veio para Itajubá onde tinha uma tia, Isaura Lemos Machado e também o irmão Jaime que já se encontrava no Exército – 4º Batalhão de Engenharia e combate de Itajubá.

Saiu de Passos/MG, aos 19 anos, em 1o de fevereiro de 1941 a bordo de um trem, fez pouso em Mogi Mirim (interior de São Paulo) e no dia seguinte seguiu viagem, chegando a Itajubá foi diretamente se apresentar ao Regimento do Batalhão de Engenharia e Combate com intuito de fazer carreira.

Acostumado já com a cidade e devidamente instalado, em 1943, juntamente com o irmão mais velho – Jaime, achou-se na obrigação de ajudar os demais irmãos e assim o fez, trouxe toda a família para morar em Itajubá.

Segundo registro do exército, seção especial da força Expedicionária Brasileira, Alfredo Lemos de Vasconcelos foi incluído como voluntário e, 01.03.1941 no 1º Batalhão de Pontoneiros, tendo prestado serviços ao exército pelo período de 7 anos e 6 meses.

Já na época de Guerra, ou seja, 2ª Guerra Mundial foi chamado a apresentar-se ao regimento do exército, sendo encaminhado à cidade do Rio de Janeiro a fim de seguir destino à Itália.

Em julho de 1944, embarcou para a Itália. Aportou em Nápoles e de lá se deslocou para a cidade de Piza, apresentando-se como 2º sargento do 4° Batalhão de Engenharia e Combate (então 1o Batalhão de Pontoneiros), participou bravamente da 2a Grande Guerra Mundial, como integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), chegando a fazer curso para Tenente.

Os pracinhas conseguiram vitórias importantes contra os alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam em poder dos alemães, tais como: Monte Castelo, Montese, Zocca, Camairone, Monte Prano, Braga, San Quirino, Castelnuovo, Calecchio e Fornovo Di Taro.

Em ação de reconhecimento na Itália, acidentou-se de moto, vindo a receber um ferimento na cabeça, acidente este o qual o trouxe de volta ao Brasil, deixando-o afastado das atividades em tratamentos médicos até 1947 quando foi desligado do exército passando a reserva em abril de 1948.

Recebeu medalhas e honrosas menções de seus superiores, como um dos heróis da Castelnuovo, e Calecchio.

Após retorno ao Brasil, iniciou trabalho na Casa Brasileira – Dois Irmãos, onde ficou por cinco anos, saiu em 1956 para trabalhar no Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais que depois passou a se chamar Banco do Estado de Minas Gerais (BEMGE), sendo promovido mais tarde e recebendo proposta de gerenciamento, proposta esta a qual não foi aceita, ficando lá até aposentar-se em 31.11.1981.

Embora reformado do exército, continuou a receber homenagens.

Em 1993, Participou do VII Encontro organizado pela Associação de Campo Grande/MS, onde recebeu honrosas menções pelo ato heroico.

Em 1994, recebeu no Rio de Janeiro Diploma do Membro Honorário do IV Corpo do Exército Americano e Diploma de honra ao mérito, no transcurso do Cinquentenário da Força Expedicionária do Brasil e em Itajubá recebeu Diploma da Academia Itajubense de Letras, também por ocasião do Cinquentenário da Força Expedicionária Brasileira / FEB.

Em 1995, foi Diplomado pelo Dia da Vitória, ainda em comemoração ao cinquentenário por sua efetiva e abnegada participação na FEB.

Em 1997, Participou do IX Encontro da Associação Nacional dos Veteranos da FEB, em Porto Alegre/RS, onde recebeu honrosas menções.

Em 1998, Recebeu Diploma de Defensor Perpétuo da Pátria, concedido pela Loja Maçônica de Passos.

No dia 04 de fevereiro de 2015, veio a falecer.

Em sua homenagem pelo serviço prestado ao nosso país, a Câmara Municipal de Itajubá aprova por unanimidade no dia 01 de setembro de 2015, o decreto legislativo nº 374, Art.1º. Ficando denominada de “Alfredo Lemos de Vasconcelos”, a rua Projetada 10 localizada no loteamento Chácara Santa Terezinha, bairro Rebourgeon, no Município de Itajubá.

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