FEB - PRACINHAS ITAJUBENSES
MAJOR
ROMEU SANTANA
(28/05/1922   16/01/1994)

Filho de Joaquim Santana e de D. Joana Santana. Da revista “A Defesa Nacional”, nº724, de março-abril de 1986, transcreve as seguintes referências: “Major Romeu Santana – serviu na guarnição de Fernando de Noronha, no período da guerra, como Cabo e 3º Sargento, por 16 meses, tendo integrado o 1º Batalhão de Pontoneiros de Itajubá, para lá destacado. Foi, portanto, um dos pioneiros na ocupação militar do Arquipélago. Após o término de sua missão militar na ilha, foi designado para integrar a FEB, onde teve atuação individual destacada, fazendo jus à Cruz de Combate de 1ª classe. Participou da tomada de Montese. Dentre seus cursos, destaca-se o de Minas e Destruições, realizado em Caseta, Itália, durante a II Guerra Mundial. Foi para Reserva como Major.” Na Itália ele integrou o 9º Batalhão de engenharia de Combate. Possuía honrosas medalhas e documentos de elogios. Participou de prisões de alemães e de operações nos vales do Reno e do Arno.

O jornal “O Sul de Minas”, por ocasião de seu falecimento publicou corretas referências ao valoroso militar, da quais transcrevemos o seguinte trecho: “Foi, portanto, um itajubense que lutou e contribuiu, pondo em risco a própria vida, para afastar do mundo civilizado o monstro do nazi-facismo. Participou, antes disso da missão de guerra em Fernando de Noronha como integrante do primeiro contigente de pontoneiros de Itajubá, destacado em hora difícil para arredar e defender aquela longínqua ilha-deserta de alto mar, torrão brasileiro cobiçado como cabeça-de-ponte para uma planejada invasão alemã.

Condecorado com a Cruz de Combate de 1ª Classe, por ato de bravura, numa missão de combate ou de limpeza de campo minado em Montese, conforme citação a seguir: “Sargento Romeu Santana: teve atuação a destacar pela coluna: com grande tenacidade, sangue frio, possui uma resistência física e eficiência técnica como mineiro, cumprindo com galhardia a sua missão de engenheiro junto à infantaria, apesar dos pesados bombardeios que teve de enfrentar (individual). O 4º Batalhão de Engenharia, sua antiga unidade militar, por seu comandante, tenente-coronel Nelson Gomes, prestou-lhe as homenagens fúnebres regulamentares, com a salva de tiros pelo pelotão funerário e um triste toque de silêncio pelo corneteiro do Batalhão. Nada mais justa, pois, tal homenagem, porque Romeu Santana, na paz como na guerra soube dignificar o nome do soldado brasileiro. Ao baixar seu corpo à sepultura, discursou em nome dos companheiros de guerra e da Academia Itajubense de História, o seu colega e companheiro de Fernando de Noronha, Capitão Agostinho Antônio da Silva, que em comovido improviso procurou ressaltar as suas qualidades de soldado e de cidadão. Lamentam, com tristeza, o dessenlace, a esposa que lhe sobrevive, dona Maria Aparecida de Oliveira Santana, seus filhos – engenheiro Romeu Santana Júnior, Maria Cristina de Oliveira Santana e Maria Valéria de Oliveira Santana – e todos os seus amigos”.

Em publicação em “O Sul de Minas” foi uma homenagem prestada pela Academia Itajubense de História, à qual pertencia o bravo e nobre Oficial, nosso conterrâneo.

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