PERSONALIDADES MARCANTES
EGYDIO BONALDI
( 08-11-1897   12-10-1982)

Este estimado e competente profissional dos calçados nasceu em Pedralva, mas sua atuação junto à comunidade itajubense data de muitos anos. Em 1926 já estava residindo nesta cidade, veio com 29 anos, e aqui entre nós viveu 56 anos. Era filho dos imigrantes italianos Antônio Bonaldi e D. Maria Bonaldi, que vieram para o Brasil na segunda metade do século XIX .

O saudoso Egydio Bonaldi, o bom e amável sapateiro, vulto inesquecível de nossa Itajubá do século XX, foi casado duas vezes. Em primeiras núpcias uniu-se a D. Filomena Cutolo Bonaldi, falecida, com 29 anos, em 02-11-1932, filha de Amello Cutolo e de D. Filomena Bardou; o segundo matrimônio foi contraído com D. Estácia Monti Rosa Bonaldi, falecida em 21-09-1980 com 73 anos, filha de Joaquim Manuel da Rosa e de D. Ester Monti.

Filhos: Maria Imaculada Bonaldi; Giusepina Bonaldi, falecida solteira em dezembro de 1974; Maura Bonaldi; Wanda Bonaldi e Marta Filomena Bonaldi, já falecida. Todas estas filhas do 1º matrimônio. Do 2º casamento vieram-lhe quatro filhos: Carlos Bonaldi,já falecido; Paulo Augusto Bonaldi, Professor da Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI); José Bonaldi e Maria Ester Bonaldi.

Egydio Bonaldi estabeleceu-se com sua sapataria, e fo um dos mais competentes e memoráveis profissionais do Itajubá do século XX. Primeiramente, com sua oficina no centro da cidade Posteriormente, estabeleceu-se no bairro urbano do Pacatito ( bairro da IMBEL). Exercia com pontualidade e com o máximo da perfeição o seu oficio, e tinha o prazer de ensinar a sua arte aprendizes que o procuravam.

Inteligente e perspicaz, e sempre em dia com os acontecimentos no Brasil e no mundo, emitia suas opiniões e comentários com vivacidade e notável discernimento em tomo de tudo o que ocorria. Dotado de boa memória, contava fatos curiosos do velho Itajubá que ele conheceu, que prendia agradavelmente a atenção a todos os que o ouviam. Uma dessas histórias interessantes contadas por ele era a da "Banda Invisível", a corporação musical que não existia senão num momento solene, na ocasião de uma comemoração ou manifestação social ou religiosa de importância. Era quando, então, a "Banda Invisível" magicamente aparecia, com os músicos uniformizados, sem ter havido nenhum ensaio. Terminada a solenidade, a banda desaparecia, daí o apelido que lhe deram. E o notável é que Egydio Bonaldi era um dos músicos dessa filarmônica misteriosa...

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