PERSONALIDADES MARCANTES
MATHIAS MARQUES
( 28-11-1915   06-03-2000)

Itajubense de coração sincero e nobilíssimo, com o qual passou dois anos, na Fábrica de Armas (IMBEL). Mathias Marques foi membro da Academia Itajubense de História, a qual prestou serviços no desempenho do cargo de tesoureiro e, eventualmente, de secretário. Ocupou a Cadeira 20 da Academia Itajubense de História, e posteriormente ocupada pelo seu filho, o advogado Newton Marques da Motta, no dia 28 de julho de 2002.

Mathias Marques, nobre batalhador do progresso de Itajubá, consagrou a maior partede sua existência a esta cidade, 'cidade que adotei e que muito amo', assim sempre declarava. Ele colaborou em muitas atividades da vida da comunidade itajubense, principalmente, em relação a entidades assistenciais.

Filho de José Mathias Marques, natural de Canas de Senhorim, Província da Beira Alta (Portugal) e de Ermelinda Maria Marques, natural de Lambari (SP), Mathias Marques nasceu em 28-11-1915, em São Gonçalo do Sapucaí (MG), casou-se em 18-12-1938 com Ananiza Motta Marques, natural de São José do Alegre (MG) e faleceu em 06-03-2000, em Itajubá.

Mathias fez curso Normal em sua terra natal e, durante os anos de estudo, trabalhou com seu pai, que era oleiro e comerciante. Colou grau em 14-12-1935, e, de posse do diploma de Normalista, da Escola Normal Oficial de São Gonçalo do Sapucaí, iniciou a carreira de professor na escola da Fazenda Bandeira, em Quatí (SP).

Veio para Itajubá, em 1937, cumprir o serviço militar no, então, 1° Batalhão de Pontoneiros, o qual serviu até 31-08-1939, quando lhe foi concedida a baixa. No dia seguinte, ele começou a trabalhar na Fábrica de Armas (Imbel). Abandonou esse emprego em 20-10-1941, pois preferiu a carreira bancária, sendo admitido no Banco Itajubá S/A em 21-10-1941, passando depois para o Banco da Lavoura (hoje Banco Real), no qual trabalhou até aposentar-se em 05-08-1970. Durante sua carreira bancária, passou por todos os cargos e, com sucessivas promoções, aposentou-se gerente letra D, que corresponde ao último degrau da carreira técnica desse banco.

Sem se afastar dos trabalhos bancários, Mathias foi revisor e responsável pela parte social do jornal O SUL DE MINAS por mais de dois, a convite do Major João Pereira e do João Aldano da Silva, fundador do jornal (ele trabalhou no jornal de 1947 a 1948, sendo que a fundação do jornal foi em 1° de junho de 1947).

Mathias também se diplomou contador, pelo Instituto Padre Nicolau de Itajubá, cuja colação de grau ocorreu em 08-12-1955, e ocupou o cargo de tesoureiro da Sociedade Protetora dos Pobres (Lar da Providência) por muitos anos, até sua transferência de Itajubá para Jundiaí (SP), em 1961. Além disso, foi membro do Conselho Fiscal e, durante muitos anos, a pedido do Dr. Wenceslau Braz, foi administrador e guarda-livros do Asilo Santa Isabel. Foi também um dos fundadores da Associação dos Bancários de Itajubá, depois transformado em Sindicato, tendo desempenhado em ambos o cargo de secretário, e co-fundador da Cooperativa dos Bancários, em 1955, sendo o primeiro diretor-secretário.

De 1945 até 1993 prestou serviços à Justiça Eleitoral, como escrutinador e como secretário de junta. Quando militar, foi professor da Escola Regimental do 4° Batalhão de Engenharia de Combate (na época, 1° Batalhão de Pontoneiros), e teve uma das maiores satisfações de sua vida: viu vários soldados por ele alfabetizados. Ao dar baixa no Batalhão, ele tinha o posto de sargento.

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