PERSONALIDADES MARCANTES
MINERVINA SANCHES DE MENDONÇA (Dona Vivi)
( 08-08-1929   11-10-2002)

D. Minervina Sanches de Mendonça, na intimidade de seus conterrâneos tratada carinhosamente por Dona Vivi. A ilustre itajubense era filha do advogado Humberto Sanches (03-05-1892; 20-04-1958), filho do imigrante italiano Silvério Sanches, comerciante nesta cidade, e de D. Maria Rosária Masselli Sanches. Humberto foi casado, em primeiras núpcias, com D. Guiomar Schimidt Sanches, filha de Carlos Schimidt e de D. Minervina Alves Schimidt. Dona Vivi, pois, recebeu, na pia batismal, o nome de sua avó materna. Dona Guiomar faleceu em 15-07-1930,deixando a filhinha Vivi com apenas um ano incompleto de vida. Seu pai foi Delegado Regional de Polícia, professor do Colégio São Vicente de Paulo (cujo prédio está hoje transformado em Convento) e exerceu o cargo de Prefeito de São Lourenço-MG. E Vivi, educada em Itajubá, diplomou-se pela Escola Normal Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs da Providência.

D. Minervina Sanches de Mendonça (Dona Vivi) casou-se em 03-05-1954, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida-SP, com o engenheiro Antônio Aureliano Chaves de Mendonça, diplomado pela EFEI (ora UNIFEI) com a turma de 1953. Além dos muitos cargos administrativos e de técnico que exerceu, e de catedrático, ingressou na política, tendo sido Deputado Estadual, Deputado Federal, Secretário do Estado da Educação de Minas Gerais, Governador de Minas Gerais (1975/1978) e Vice-presidente da República, na gestão de João Figueiredo (1979/1985). Nas vezes em que João Figueiredo se ausentava do Brasil, e em que Aureliano de Mendonça assumia a Presidência, tomava-se Dona Vivi, para orgulho de toda a Itajubá, a primeira-dama do País. Teve o insigne casal três filhos: Maria Guiomar, Antônio Aureliano e Maria Cecília.

Dona Vivi faleceu em Belo Horizonte. Imediatamente após o infausto acontecimento seu corpo foi trasladado para esta cidade, sua terra natal, passando aqui a ser velado na capela do Campus da Universidade Federal de Itajubá e, em 12 de outubro, sepultado em nosso Cemitério Paroquial. Segundo a nota publicada em "O Sul de Minas" de 19-10-2002, "ao velório compareceram familiares, amigos e políticos ligados ao casal. Estavam presentes o Governador Itamar Franco e comitiva formada por Alexandre Dupeyrat, Henrique Hargreaves, Marcello Siqueira, Tales Ramos, Coronel Rúbio Paulino Coelho, Chefe do Gabinete Militar do Governador, o Comandante da 6ª Região, Coronel José Humberto de Oliveira, além de autoridades municipais, como o Prefeito de Itajubá, José Francisco Marques Ribeiro, e Enéias Chiarini, Prefeito de Pouso Alegre."

"Durante a missa de corpo presente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá, a Irmã Emiliana (Maria Aparecida Sanches Coelho), em nome da família, leu uma homenagem à memória de Dona Vivi". Disse a Irmã Emiliana entre muitas outras pungentes referências aos predicados da falecida: "Frágil na compleição física, pequena, era gigante na força de espírito, na bondade, na meiguice. De aparente timidez, sabia posicionar-se, altaneira, quando o cumprimento do dever a impelia. E daí lhe vem a marca peculiar: a fidelidade".

A missa de 7° dia foi realizada na cidade de Três Pontas-MG, terra natal do ex-Presidente Aureliano Chaves, esposo de Dona Vivi.

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